Conselho permite que farmacĂȘuticos prescrevam medicamentos





O Conselho Federal de FarmĂĄcia (CFF) publicou uma resolução que autoriza farmacĂȘuticos a prescreverem medicamentos, incluindo aqueles que exigem receita mĂ©dica. A norma foi publicada na edição da Ășltima segunda-feira (17/3) do DiĂĄrio Oficial da UniĂŁo e entrarĂĄ em vigor apĂłs um mĂȘs.


Com a mudança, farmacĂȘuticos poderĂŁo indicar medicamentos sob prescrição, renovar receitas emitidas por outros profissionais de saĂșde e realizar exames fĂ­sicos para monitoramento de tratamentos.


AlĂ©m disso, a resolução CFF NÂș 5 de 20/02/2025 permite a prescrição em situaçÔes de risco iminente de morte. No caso de medicamentos tarjados, serĂĄ necessĂĄrio que o profissional tenha o Registro de Qualificação de Especialista (RQE) em FarmĂĄcia ClĂ­nica.


O CFF justifica a decisĂŁo com base nas Diretrizes Curriculares Nacionais do curso de FarmĂĄcia, que determinam que os profissionais devem ser formados com competĂȘncia para prescrever medicamentos, recomendar terapias nĂŁo farmacolĂłgicas e realizar outras intervençÔes em saĂșde.


O conselho tambĂ©m cita a Lei Federal nÂș 13.021, de 8 de agosto de 2024, que estabelece o acompanhamento farmacoterapĂȘutico como uma das responsabilidades do farmacĂȘutico no exercĂ­cio da profissĂŁo.


“A autoridade do farmacĂȘutico na prescrição de medicamentos fica definitivamente resguardada com a aprovação dessa resolução pelo plenĂĄrio. Sem dĂșvida, ela representa um grande avanço para a profissĂŁo e solidifica ainda mais a presença do farmacĂȘutico no cuidado Ă  saĂșde da população”, afirmou o presidente do CFF, Walter Jorge JoĂŁo, em comunicado.



Na resolução, o CFF tambĂ©m defende que os farmacĂȘuticos tĂȘm capacitação para oferecer serviços clĂ­nicos e atuar na promoção da saĂșde com base em evidĂȘncias, contribuindo para a segurança e a adesĂŁo dos pacientes aos tratamentos prescritos. As novas regras passam a valer em 17 de abril, um mĂȘs apĂłs a publicação.


Entidades médicas criticam mudanças


As novas diretrizes foram alvo de crĂ­ticas da Associação Paulista de Medicina (APM) e da Associação MĂ©dica Brasileira (AMB), que consideram a medida uma invasĂŁo Ă s atribuiçÔes mĂ©dicas. As entidades destacam a importĂąncia do reconhecimento de todos os profissionais da saĂșde, mas alertam para os riscos de extrapolação de competĂȘncias.


“A sociedade tem conhecimento de tentativas de invasĂŁo ao ato mĂ©dico, o que pode colocar em risco a saĂșde e segurança da população. Todos os profissionais que se dedicam aos serviços e açÔes de SaĂșde merecem respeito e reconhecimento. Contudo, os desvios de competĂȘncia sĂŁo essencialmente prejudiciais aos pacientes e devem ser evitados e, se for o caso, reprimidos pelos ĂłrgĂŁos competentes.”, afirmaram em nota conjunta.


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